Voltar

Plutão em Touro: o que significa no seu mapa astral

Plutão em Touro foi a geração de 1853 a 1884, e ninguém vivo tem este signo. Veja o que ela transformou e por que ele não é seu.

Por Shelly Gonella em Plutão nos 12 signos11 min de leitura

O que Plutão diz no seu mapa astral

Plutão é onde a sua vida não volta ao que era. É a área em que a crise não devolve o que levou, em que o poder aparece — o seu e o dos outros — e em que a reconstrução é a única saída, porque o caminho de volta deixou de existir. E é, pelo mesmo motivo, a área da sua vida que mais mudou entre os vinte e os quarenta.

Antes de qualquer descrição, a mesma ressalva das outras duas séries geracionais, e aqui ela é a mais forte de todas: o signo de Plutão não é seu. É da sua geração. Ele fica de doze a trinta e um anos em cada signo — e essa variação não é erro de arredondar, é a órbita dele, que é a mais excêntrica dos nove corpos que este blog lê.

A consequência é dura e é honesta: sozinho, o signo de Plutão não descreve você. Ele descreve o que a sua geração inteira teve que refazer — e é uma leitura de história, não de personalidade. O que individualiza é a casa em que ele caiu, que depende da hora exata de nascimento, e a conversa dele com o resto do mapa.

E há um relógio aqui, mas ele é diferente dos outros dois: a quadratura de Plutão não tem idade fixa. Em Urano a oposição cai perto dos 42 e em Netuno a quadratura perto dos 41, para qualquer geração. Em Plutão ela varia de 36 a mais de 80 anos conforme o signo em que ele estava quando você nasceu — e essa é a informação que os textos desta série trazem, porque nenhum número único seria verdade.

O que significa ter Plutão em Touro

Ter Plutão em Touro significou que aquela geração refez o que é ter e o que vale dinheiro. Touro é terra fixa, regido por Vênus — a posse, o corpo, a terra, o que dura. Plutão ali concentra poder no que é material: é a combinação em que a propriedade deixa de ser costume e vira estrutura de poder.

Quem nasceu entre 1853 e 1884 viveu a industrialização, a formação das grandes fortunas e a mudança do que a terra significava. Foi a geração em que o capital tomou a forma que ainda tem — e a que produziu, em reação, as primeiras organizações de trabalhadores.

E aqui está o que quase nenhum texto escreve: esta é a passagem mais longa das doze, e o número não é detalhe. Trinta e um anos num signo só é o dobro do que Plutão gasta em Escorpião, e a razão é a órbita: ele anda devagar quando está longe do Sol. Uma faixa de trinta e um anos é quase duas gerações compartilhando o mesmo Plutão, e isso dilui ainda mais o que a posição diz de uma pessoa.

Vale repetir a ressalva desta série antes de seguir, porque a faixa aqui é a mais larga das três: este signo é da sua geração, e não seu. Plutão passou por Touro de fevereiro de 1853 a abril de 1884 — trinta e um anos, a passagem mais longa das doze, e ninguém vivo tem este Plutão. O que está descrito acima é o que essa faixa inteira teve que refazer. O que faz disso a sua história é a casa em que Plutão caiu. Na casa 2 isso virava alguém cuja vida girava em torno de acumular ou perder; na casa 8, alguém marcado por herança ou por dívida.

Como Plutão em Touro se manifesta no dia a dia

Ela aparecia na relação daquela geração com o que é possuído e com quem possui. São sinais concretos, do tipo que se reconhece na própria semana:

Repare no que essa lista não diz. Ela não diz que a pessoa é materialista nem gananciosa — dois rótulos que esta posição carrega e que descrevem o excesso, não a posição. Diz que aquela geração transformou o que é ter em estrutura de poder.

Quais são os pontos fortes de Plutão em Touro

A força era a resistência material: aquela geração construiu o que ainda está de pé. Estrada, ferrovia, cidade, indústria — a base física do mundo moderno foi levantada por essa faixa, e uma geração que trata o concreto com essa seriedade deixa coisa que dura mais que ela.

Na prática isso vira três coisas úteis: uma capacidade de construir para durar; uma resistência a privação que quase ninguém tem hoje; e uma noção prática de valor, aprendida na falta.

Essa força rende melhor em construção, agricultura, indústria, finanças e qualquer arranjo em que o resultado seja físico e demore. E rende mal em ambiente em que nada é palpável, arranjo que muda de rumo toda semana e em qualquer lugar em que a paciência não valha nada.

Quais são os desafios de Plutão em Touro

São dois, e são opostos: o excesso é a posse virar a medida de tudo, e a deficiência é quem entregou o próprio poder para não ter que usá-lo. O Método Shelly lê todo arquétipo por quatro faces — a luz, a sombra, o excesso e a deficiência —, e em Plutão elas fazem uma coisa que em nenhum outro planeta acontece: as duas se alternam na mesma pessoa. Controlar tudo e não conseguir mexer em nada são a mesma dificuldade em dois tempos, e quem viveu uma costuma ter vivido a outra.

O excesso era acumular sem fim: a pessoa media o próprio valor pelo que tinha, e nenhuma quantidade bastava. Foi essa face que produziu as fortunas mais brutais do período, e a violência que veio com elas.

A deficiência é o oposto e passa por leveza: a pessoa entregou o controle da própria vida e chama isso de aceitação. E o oposto apareceu na mesma faixa: quem perdeu tudo e nunca mais confiou em nada material. Vivia com medo constante de faltar, mesmo tendo, e passava esse medo adiante como se fosse prudência.

As duas faces têm a mesma matéria-prima, e por isso o conserto é o mesmo: um valor que precisa de um chão suficiente, e não de mais acúmulo. Não se resolvia acumulando mais — a segunda face é feita do mesmo medo. Resolvia-se definindo o suficiente: um número escrito, acima do qual o resto passa a ser escolha e não sobrevivência — e é isso que a casa de Plutão e o resto do mapa mostram.

Esses dois desafios não aparecem do mesmo jeito em duas pessoas com Plutão em Touro — e como este signo é de toda uma faixa de trinta e um anos, a diferença entre elas está inteira na casa, no retrógrado e no resto do mapa.

Ver isso no meu mapa, de graça

Como Plutão em Touro evolui com o tempo

Ele amadurecia quando a pessoa definia o que era suficiente — e isso valia mais que qualquer tentativa de aprender a se desapegar. A solidez continuava sendo o talento; o que mudava é ela deixar de ser a única defesa contra o medo.

E aqui existe um relógio, e ele é diferente do de Urano e do de Netuno: a quadratura de Plutão não tem idade fixa. É quando ele chega a noventa graus do ponto que ocupava no seu nascimento — um quarto da volta —, e como a órbita dele é excêntrica, a idade em que isso acontece muda de geração para geração. Aquela geração a viveu entre os setenta e os oitenta e seis anos, a mais tardia das faixas vivas na época — e para muitos ela simplesmente não chegou.

Vale insistir porque quase todo texto por aí erra: não existe uma idade só para a quadratura de Plutão. Ela cai perto dos 36 em Virgem e em Libra, e depois dos 70 em Aquário. Número único aqui é cópia de Urano.

Maturidade ali era distinguir o que a pessoa tinha do que ela era. O Plutão em Touro maduro continuava construindo, e passava a saber quando parar — e é essa parada que transforma acúmulo em patrimônio.

Nenhum texto honesto dá uma idade exata para isso: o arco depende do mapa inteiro.

O que Plutão em Touro não diz sobre você

Ele diz o que a sua geração teve que refazer, e não quem você é. É a diferença mais importante desta série inteira: um texto que descrevesse esta posição como traço pessoal estaria vendendo como seu um clima que uma faixa inteira de gente compartilha.

E ele é a peça MENOS pessoal do seu mapa: dezenas de milhões de pessoas nascidas na mesma faixa que você têm este mesmo Plutão. Quem individualiza é a casa, que depende da hora exata: Plutão em Touro na casa 4 virava alguém cuja casa era o assunto da vida inteira; na casa 6, alguém que refez o próprio ofício do zero. Veja a série Plutão nas 12 casas, que é onde esta leitura vira sua.

E há Saturno, que é o contrapeso exato de Plutão: um constrói devagar o que o outro derruba de uma vez. Ler os dois juntos é o que separa uma crise que refaz de uma que só destrói. Veja também Urano e Netuno nos 12 signos, que são os outros dois planetas da sua geração, e O Sol nos 12 signos, que a data torna seu de verdade.

Um limite dito em voz alta, porque ele também é parte de ler com seriedade: nada disso é previsão. Astrologia descreve tendência e dá vocabulário para o que a pessoa já vive — ela não substitui trabalho nem decisão sua.

Perguntas frequentes sobre Plutão em Touro

Como eu descubro em que signo está o meu Plutão?

Pela data: Plutão fica de doze a trinta e um anos em cada signo, dependendo de onde está na órbita. As datas aqui marcam a passagem contínua — nas viradas ele entra, retrograda e entra outra vez, e o vaivém dura meses, então quem nasceu perto de uma delas precisa do mapa calculado. Sozinha, ela diz pouco: o pessoal está na casa.

Plutão retrógrado no mapa de nascimento é ruim?

Não, e quase metade dos nascimentos tem Plutão assim — é praticamente uma condição de rotina, e não uma exceção. O que muda é onde a transformação acontece primeiro: em vez de vir de um evento externo, ela começa por dentro, e a pessoa costuma mudar de ideia sobre a própria vida antes de qualquer coisa mudar nela.

Ainda existe alguém com Plutão em Touro?

Não. A faixa vai de fevereiro de 1853 a abril de 1884, então a pessoa mais nova com este Plutão nasceu há mais de cento e quarenta anos. Esta página está escrita no passado por isso, e serve a quem estuda mapa histórico ou a série inteira.

Trinta e um anos num signo só?

Sim, e é a passagem mais longa das doze. A órbita de Plutão é muito excêntrica: ele anda rápido quando está perto do Sol e devagar quando está longe. São onze anos em Escorpião e trinta e um em Touro — e é essa diferença que faz a quadratura de Plutão não ter uma idade só, ao contrário da de Urano e da de Netuno.

Plutão ainda é planeta?

Para a astronomia, não desde 2006: ele é planeta anão. Para a astrologia, a mudança de classificação não altera nada — o que se lê é a posição de um corpo no céu, e ela continua lá, com o mesmo tempo de órbita e o mesmo lugar no mapa. É uma pergunta honesta, e a resposta é que as duas disciplinas estão medindo coisas diferentes.

Por que este signo diz tão pouco sobre mim?

Porque ele é da sua geração inteira, e essa é a resposta honesta. Plutão leva de doze a trinta e um anos em cada signo, então este texto descreve um clima que dezenas de milhões de pessoas dividem com você. A parte pessoal é a CASA em que ele caiu — que depende da hora do seu nascimento — e o jeito como ele conversa com o Sol, a Lua e o Ascendente. Um texto que prometesse mais que isso estaria vendendo o que não tem.

Plutão em Touro em resumo

Elemento Terra Modalidade Fixa Regência Vênus

Palavras-chave terra, posse, dinheiro, ganância

Isto aqui não dá para descobrir pela data: a Lua muda de signo a cada dois dias e meio, mais ou menos. Duas pessoas nascidas no mesmo dia podem ter Luas diferentes — depende da HORA. Sem hora de nascimento não há Lua, e é por isso que o mapa pede data, hora e cidade. Dá para calcular de graça aqui.

Veja o seu mapa inteiro, de graça

Sol, Lua, Ascendente, os planetas, as casas e os aspectos calculados a partir da sua data, hora e cidade de nascimento. Leva menos de um minuto.

Gerar o meu mapa astral grátis Quer a leitura escrita do conjunto? Personalidade e essência cruza Sol, Lua e Ascendente em vez de descrever cada um separado.

Plutão nos 12 signos